A MINHA MÃE
Ubiratan Lustosa
Maio, 2.004
Lembro da minha mãe com tal ternura,
nesta saudade que nunca tem fim,
que até posso sentir a sua brandura
como se aqui estivesse, junto a mim.
Mesclando a rigidez com a doçura,
do meu irmão e eu cuidando, assim
ela nos dava lições de bravura,
de persistência e de esperança, enfim.
Tanta sapiência tinha e tal bondade,
tanto denodo na adversidade
que nunca a vi chorar, por toda a vida.
Quisera tê-la do meu lado agora,
pra lhe dizer "teu filho apenas chora
por ter saudade dessa mãe querida".
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