A IMPORTÂNCIA DE CRER
Autor: Ubiratan Lustosa
Creia, creia sim!
Creia na honestidade, na honra, na dignidade.
Creia na seriedade que faz com que as pessoas procedam corretamente, ainda que
agir assim represente renúncias e sacrifícios.
Creia que o dever tem que ser cumprido, mesmo que imponha cansaço e exija
abnegação.
Creia no respeito ao Direito, seja aquele que está codificado ou aquele que os
costumes tornaram efetivos mesmo sem estarem escritos.
Lembre-se sempre que o seu direito termina onde começa o direito de outra
pessoa.
Creia nas virtudes e, amparado nessa crença, pratique-as, incentive e apóie
aqueles que também as exercitam. Sempre que você prestigia alguém que procede
corretamente você está colaborando para que prevaleçam os bons sobre os maus.
Creia no trabalho que dignifica, que proporciona o sustento e o bem-estar a
você e aos seus familiares e é mola mestra do progresso graças ao qual o mundo
evolui. Assim pensando, exorte aos que lhe estão próximos a fazerem do trabalho,
com dedicação e seriedade, a sua forma de alcançarem melhores situações.
Ensine aos seus filhos que só saberá mandar aquele que antes aprender a
obedecer.
Ensine, também, a se interessarem em produzir, a serem úteis, a zelarem pelo
êxito em seus afazeres como se fosse deles próprios a empresa em que trabalham.
Explique a eles que a vitória se obtém com luta e digno é o homem que alcança o
sucesso com o trabalho diário que é feito de pequenas coisas, que se repete e
às vezes é monótono. Diga-lhes que herói é todo aquele que carrega o seu fardo,
mesmo no anonimato, sem queixas e sem revoltas, mas se esforçando sempre para
melhorar.
Creia, sim, no amor e na justiça, no perdão e na paz.
Creia nos seres humanos, creia no mundo e na vida.
Porque se já não é assim, se você já não crê na honestidade, na honra e na
dignidade... Se você já não crê na seriedade e no proceder correto...
Se você já não crê que o dever tem que ser cumprido ainda que muito nos
exija...
Se você já não crê no respeito ao Direito e já confunde onde termina o seu e
não percebe onde começa o alheio...
Se você já não crê nas virtudes, nem na prevalência do bem sobre o mal... Se
você já não crê no trabalho e na sua força criadora...
Se você já não crê na justiça, se você já não pratica o perdão, se você
desdenha a paz...
Se você já não crê nos homens e já nada espera do mundo e da vida, então, que
tristeza... você já morreu espiritualmente, você se deixou transformar num
vegetal ambulante, você perdeu o direito de ser chamado de homem.
(Do livro “NOSSO ENCONTRO”,
coletânea de crônicas apresentadas na
Rádio Clube Paranaense).